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As startups têm destas coisas

O site de partilha de playlists Muxtape está actualmente em baixo enquanto resolve uns problemas com a RIAA. A Pandora, uma das primeiras rádios online centrada nas preferências dos utilizadores, está em risco de se afogar em royalties graças às novas leis norte-americanas.

Quanto ao Muxtape, não há muito a dizer, até porque não há muita informação disponível. Já quanto à Pandora, o mundo dos negócios tem destas coisas. As leis estão a mudar devido a pressão da indústria discográfica? Em parte, sim, certamente. No entanto, é assim que as coisas funcionam. De resto, até a própria indústria discográfica se queixa da mudança que tem vindo a dar-se nas suas principais áreas de negócio. É assim que as coisas funcionam: na pior das hipóteses, a ideia é manter o status quo, nunca piorar.

Aqui não há volta a dar. Ou bem que são apetecíveis, ou bem que não são. O Miguel Caetano fala no exemplo da Last.fm ter sido comprada pela CBS e diz também que a Pandora poderá ter o mesmo destino. Estou certo de que é isso que querem. Entretanto, fazem barulho contra as leis que lhes são prejudiciais ao negócio para ver se se aguentam bem enquanto não aparece quem os leve para outras paragens. Vamos ver é se alguém quer pegar numa empresa cujo serviço principal está completamente indisponível fora dos Estados Unidos e que, ainda por cima, tem dificuldades em fazer frente às suas obrigações legais.

Por outro lado, a RIAA não ganha nada em fomentar este tipo de situações. As suas associadas têm interesse (mesmo que não saibam…) em divulgar a música dos artistas de maneiras diferentes e originais, que causem alguma impressão nas pessoas. A RIAA está a atacá-los um a um. Serviços tão inócuos como o Muxtape ou a Pandora não são propriamente diferentes da rádio mas… quem é que convence a indústria disto?