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Categoria: Álbuns

Ao quinto álbum, descansaram

Sigur Rós - Með Suð í Eyrum Við Spilum Endalaust

A minha relação com os Sigur Rós é estranha. Começou tarde e a más horas, já depois de ( ) andar pelas bocas do mundo, mas só quando Takk… apareceu é que eles me agarraram completamente. As melodias e forma como eram postas em prática viciaram-me de tal forma que há, ainda hoje, muito poucos discos que considere superiores a este. De qualquer forma, só depois é que comecei a explorar convenientemente os álbuns anteriores e o conceptual ( )começou a ganhar força. Aquelas músicas feitas de crescendos extenuantes eram arrebatadoras e, por esta altura, já eu estava conquistado. O aclamado Ágætis Byrjun, segundo álbum da banda (o primeiro foi Von, lançado em 1997), curiosamente, foi o último que me chegou convenientemente aos ouvidos… e acho que nunca chegou ao nível dos outros. Depois vieram os concertos no Coliseu de Lisboa e no Pavilhão Atlântico e a coisa acalmou.

Majors têm de encolher

Bob Dylan box

Hoje em dia, a música – legal ou ilegalmente – está facilmente acessível com duas grandes vantagens para os que a ouvem: mais depressa e de graça (pelo menos a maior parte das vezes). Desvantagens? Só mesmo para a indústria, ou seja, os que ficam com o dinheiro que pagamos pelo disco. Sinceramente, abstenho-me de tomar partido neste assunto: não me junto aos coitadinhas das editoras nem aos libertadores da música livre. Há um modelo de negócio obsoleto outrora muito lucrativo que alguns resistentes tentam manter a todo o custo (leia-se: nos tribunais); por outro lado, já estamos todos habituados ao Mininova, ao Pirate Bay e aos velhinhos eMule e Soulseek… e não há volta a dar.

Sigur Rós regressam do frio

Sigur Rós

Os Sigur Rós vão lançar um novo álbum a 23 de Junho. Impronunciável, o título é Með Suð Í Eyrum Við Spilum Endalaust e o primeiro single já aí anda há uns dias. “Gobbledigook” está disponível em áudio e vídeo para download no site da banda e, à primeira audição, parece-me ser muito diferente do que os Sigur Rós têm feito. Ainda não sei se gosto do caminho (bem, ainda nem sequer sei se é realmente este o caminho)… mas admito que me deixa curioso relativamente ao álbum. Mais animada, a música parece respeitar, ainda assim, o espírito de Takk…, o álbum anterior da banda islandesa.