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Como fazer uma mixtape 2 – a selecção inicial

Mixtape

Este artigo faz parte da série Como fazer uma mixtape.

Já sabem porque é que estão a perder tempo com uma mixtape. Também já sabem a quem vão entregar o maravilhoso produto final. Então está na hora de meter mãos à obra e desmistificar a coisa.

Acho que faz sentido escolher um número indefinido de músicas para começar, um grupo de trabalho. Esta primeira escolha depende de diversos factores, de entre os quais destaco:

– o gosto – o mais importante é escolherem algo de que gostam, parece-me;

– o destinatário – este aspecto vai exercer influência sobre uma série de outros, como a necessidade de impressionar e outras coisas que a Psicologia explicará muito mais eloquente e correctamente do que eu;

– o contexto – o amor por aquela música que andam a ouvir muito neste momento vai desaparecer;

– o tema – se optarem por uma mixtape temática, tenham em conta que há uma série de limitações óbvias (se o tema é “80s”, os Grizzly Bear não ficam lá muito bem na fotografia; se o tema é “Lisboa”, os Pólo Norte poderão parecer uma boa opção… mas não são por questões de qualidade, aspecto a ter naturalmente em atenção);

– o género musical – este é um caso muito aberto a excepções mas, ainda assim, convém terem noção de que é muito arriscado fazer uma coisa que combine disco, rock, rap, folk, jazz, drum’n’bass e música clássica.

Como podem ver, para mim, nesta fase não há grande ciência. Escolham à vontade.

A série Como fazer uma mixtape até agora:
Introdução
Destinatário