
Ora aqui está uma coisa difícil de escrever.
Música que não sai da cabeça
Tenho um texto a meio há quase dois meses e não consigo acabá-lo. Não me faltam ideias para outros textos e não me falta música nova e velha. Nem sequer me falta tempo. Mas as palavras não me saem. Felizmente há música que não precisa de contextualização.

Cheguei há uns dias de Londres, onde tive oportunidade de ver ao vivo uma banda com quem alimento uma relação muito casual: The Decemberists. Não vou fazer aqui uma grande crítica ao concerto, até porque o facto de só ter ouvido os três últimos álbuns e um EP me impede de conhecer suficientemente a carreira da banda. Mas deixem-me dizer-vos que saí do Hammersmith Apollo absolutamente rendido aos Decemberists.
The King of Limbs já roda por aqui desde sexta-feira mas ainda não me sinto pronto para falar sobre ele. Para já, fiquem com o curioso vídeo de “Lotus Flower”, primeiro single do novo álbum dos Radiohead.

A melhor banda do mundo acaba de anunciar o lançamento do seu oitavo álbum de originais. The King of Limbs tem lançamento (digital) marcado para o próximo sábado, 19 de Fevereiro.

A Web está cheia de críticos de música. Da caixa de comentários do site da Blitz ao Metacritic, do Pitchfork a este cantinho aqui, há um pouco de tudo: pseudo-intelectuais, labregos, tipos com mais cultura musical na unha do mindinho esquerdo que eu e vocês todos juntos, jornalistas, amadores, músicos, pessoas com demasiado tempo livre… e por aí fora.

Os Iron & Wine podiam ter nome de pessoa. Sam Beam decidiu escolher para nome artístico um nome que transpira colectividade. Mas a música dele sempre foi das coisas mais solitárias do mundo: um homem barbudo, uma guitarra acústica e pouco mais.
Ando a ouvir muita música portuguesa. Quer dizer, pelo menos para aquilo que costumava ouvir (que era quase nada).
A culpa é, grosso modo, do B Fachada e da Sílvia. E atenção aos pormenores: a Sílvia não gosta do B Fachada e, tanto quanto sei, o B Fachada nunca ouviu falar sequer da Sílvia. A relação de ambos começa e acaba na culpa que ambos têm neste meu novo momento.
Este artigo foi publicado originalmente no blog do Upload Lisboa.
Já todos sabemos o que aconteceu à indústria da música nos últimos 15 anos. A web deu-nos acesso a mais música, deu-nos a conhecer artistas que nunca chegariam aos nossos ouvidos de outra forma… mas também trouxe muitas dores de cabeça às editoras, sobretudo graças ao advento do P2P, já que, na altura, a indústria não estava especialmente atenta à Internet ou interessada em inovar.
Lamento que a abstenção nas Eleições Presidenciais tenha sido tão grande e que Portugal tenha esta obsessão estranha por um homem como Cavaco Silva. Preocupa-me que tenhamos chegado a um ponto em que nada parece aquecer os ânimos, em que nada importa especialmente.

Fiquei a saber há pouco através do Sound + Vision que já há data para o Record Store Day deste ano. A iniciativa realiza-se a 16 de Abril e promete ser mais um sucesso para as lojas portuguesas de discos.