A EMI tem um blog na Austrália…

… e até que não é mau de todo.

In Sound From Way Out é o primeiro blog de uma das grandes editora discográfica. Sim, leram bem.

O blog tem pinta e não se fica pela conversa marqueteira sobre os artistas da EMI. Vemos álbuns de fotografias, a demo mais estranha de sempre, posts com referências a artistas de outras editoras (o crime!!!) e por aí fora. Vemos um blog normal, portanto. E isso é bom.

Não espero é ver por ali conversa séria sobre o caminho da indústria. Parece ser claramente um blog de entretenimento, pelo que também isso é normal.

Além de ser o primeiro blog de uma major, In Sound From Way Out não constitui grande novidade. Claro que estamos em 2009 e o facto de uma empresa como a EMI estar agora a dar os primeiros passos na área é um pouco assustador.

Ainda assim… haja esperança.

A reestrutruração da EMI

A reter: a EMI vai dividir o negócio da gravação de música em três unidades de negócio (new musiccatalogmusic services) e, segundo a Billboard, a estratégia do grupo passará por pôr o foco no consumidor, inovar, fortalecer a relação entre os artistas e os consumidores e apostar na área digital.

Depois de a EMI Music ter arrastado o grupo para a sarjeta, com perdas de mais de mil milhões de dólares, parece que o novo CEO, Leoni-Sceti, está apostado em reestruturar a empresa de forma a recuperar algum terreno. Não tenho visto grande actividade por parte da EMI mas continuo à espera. A estratégia não podia ser mais genérica: acho que só falta mesmo dizer que o público-alvo é o público em geral e que o objectivo é vender mais.

Gostava de ver um pouco mais de acção… mas parece que está difícil. Venham de lá mais planos de intenção, sendo assim.

Motivos que explicam o facto de não odiar as editoras

Eu não odeio a indústria discográfica porque acho que foram responsáveis por me trazer a grande maioria da música que ouço.

As majors tendem a ser um pouco diabolizadas – e com alguma razão – por terem um historial de desrespeito por grande parte dos artistas que editam e pelos consumidores mas até não fizeram um trabalho assim tão mau nos últimos 50 ou 60 anos. O problema da mistura entre negócios e arte é que só muito dificilmente são compatíveis. É que uma empresa quer lucro; o artista pode querer uma série de outras coisas… mas, geralmente, deseja sobretudo produzir e divulgar o que fez. Claro que há os que querem sobretudo dinheiro e reconhecimento… mas esses raramente são artistas.

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Novo CEO da EMI: confie no rosa, esqueça as nódoas

A EMI anunciou hoje o nome do seu novo CEO. Elio Leoni-Sceti, de 42 anos, era, até há pouco tempo, vice-presidente executivo da Reckitt Benckiser para a Europa. Não faz muito sentido, pois não? Num momento, contribuímos para o crescimento de produtos como Air Wick ou o fascinante Vanish (”confie no rosa, esqueça as nódoas”, pá!); no outro, estamos no cargo executivo mais elevado de um dos principais grupos internacionais na área da música.

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EMI ganha acesso ao arquivo da BBC

A EMI assinou recentemente um acordo com a BBC que lhe vai permitir aceder ao extenso arquivo áudio e vídeo da televisão e rádio pública britânica com o objectivo de editar algumas actuações de artistas do seu catálogo. Este acordo permitirá lançar comercialmente algumas obras raras nos formatos habituais (CD, DVD e digital); em troca, a BBC fica com a possibilidade de usar e difundir actuações dos artistas da EMI a nível nacional e internacional com fins comerciais.

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