Dar valor ao álbum: sinergias

A indústria discográfica tem reservas quanto a determinado tipo de acordos que até poderiam ser boas opções. Uma das tendências que desapareceu, por exemplo, foi a do apoio activo à divulgação de concertos e digressões dos seus artistas. O facto de as editoras terem deixado de apoiar as promotoras de concertos nesta área foi uma espécie de demissão, de desresponsabilização. É certo que as editoras não ganhavam directamente pelo apoio que davam mas é óbvio que ganhavam alguma coisa.

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Motivos que explicam o facto de não odiar as editoras

Eu não odeio a indústria discográfica porque acho que foram responsáveis por me trazer a grande maioria da música que ouço.

As majors tendem a ser um pouco diabolizadas – e com alguma razão – por terem um historial de desrespeito por grande parte dos artistas que editam e pelos consumidores mas até não fizeram um trabalho assim tão mau nos últimos 50 ou 60 anos. O problema da mistura entre negócios e arte é que só muito dificilmente são compatíveis. É que uma empresa quer lucro; o artista pode querer uma série de outras coisas… mas, geralmente, deseja sobretudo produzir e divulgar o que fez. Claro que há os que querem sobretudo dinheiro e reconhecimento… mas esses raramente são artistas.

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