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YouTube Music Key: o que aí vem

YouTube Music Key

O YouTube entrou oficialmente na luta do streaming de música com o YouTube Music Key. A Google desvendou finalmente o serviço de streaming de música que todos esperavam (porque o Google Play Music All Accessaparentemente não existia), um serviço totalmente baseado no YouTube e que promete ser o primeiro grande concorrente do Spotify.

A importância do YouTube Music Key para o streaming de música não tem tanto a ver com funcionalidades mas sobretudo com dimensão – com mais de mil milhões de visitantes únicos mensais, a força do YouTube é inequívoca.

A ideia deles é pegar na plataforma e nos conteúdos que o YouTube já tem e acrescentar-lhe meia dúzia de funcionalidades que poderão levar a que as pessoas adiram ao serviço que será, como se esperava, pago.

E que funcionalidades adicionais tem o YouTube Music Key?

1. Música sem anúncios;

2. Escuta em segundo plano (algo que a aplicação do YouTube não permite fazer atualmente em dispositivos móveis mas que pelo menos em iOS se pode contornar utilizando o browser);

3. Reprodução offline.

Tudo isto é particularmente relevante porque o serviço está focado na experiência móvel. Estes são, portanto, três acrescentos importantes para quem já tenta utilizar a aplicação do YouTube para ouvir música no telemóvel. Mas será que justificam o pagamento de €9,99 por mês? O YouTube vai melhorar ainda algumas funcionalidades de pesquisa e de navegação para facilitar a audição de álbuns completos, por exemplo… mas estas novas funcionalidades estarão disponíveis para todos os utilizadores.

A versão beta do YouTube Music Key é lançada esta semana em sete países: Estados Unidos, Reino Unido, Irlanda, Itália, Finlândia, Espanha e… Portugal. Ora aqui está uma bela novidade: Portugal no grupo da frente.

É uma versão beta fechada disponível apenas para quem receber convite mas podem tentar a vossa sorte na página do serviço e registar o vosso interesse.

Ainda é muito cedo para se perceber se vale a pena ou não, se é melhor que os concorrentes ou não, se o modelo pago vai ter sucesso ou não… mas é certo que é um acontecimento relevante.

Neste jogo de xadrez a quatro, cinco ou sabe-se lá quantos jogadores, o próximo passo terá de ser dado pela Apple com o seu Beats Music. Por outro lado, este é um momento fulcral para o Spotify – é nos próximos tempos que sevai perceber se continuará sentado à mesa com os crescidos ou se é despromovido para a mesa das crianças com Rdio, Deezer e afins.

Como sou fã do Spotify e subscritor desde a primeira hora, espero que continuem na luta. Mas é certo que os próximos tempos serão interessantes para a indústria musical.