Esta semana, o Cotonete destaca este poiso na secção convenientemente intitulada “blog da semana”.
Se passarem por lá – espero que passem – poderão ler um pequeno artigo baseado numa entrevista que me foi feita por e-mail. O texto está bom e eu agradeço ao Helder Gomes e ao Cotonete a oportunidade.
Entre outras coisas – sobretudo relacionadas com a minha perspectiva referente ao estado actual da indústria da música – ficam a saber que fazem parte de um restrito grupo muito pequeno de pessoas. Perceberão porquê.
Esta série de versões de rua de La Blogotheque é muito engraçada. Desta feita, encontrei um vídeo de 2007 de St. Vincent. A música é “Paris is Burning” e aqui está absolutamente despida e artesanal. A versão original roça o barroco; em modo take-away, deixa de haver dúvidas.
Os Great Lake Swimmers preparam-se para editar um novo álbum no final do mês. Lost Channels é o quarto álbum de originais da banda canadiana e, vá-se lá saber porquê, é o primeiro que me chega em condições aos ouvidos. Já por aí anda.
Os Radiohead andam a trabalhar em novo material. Quem o diz é Ed O’Brien, guitarrista da banda. Ed diz ainda que a banda deverá regressar aos concertos durante o Verão.
Esta é óbvia e já estou farto de falar aqui sobre o assunto. Muito mais do que uma página no MySpace ou em qualquer outro serviço, é fundamental que a banda tenha uma página web, de preferência em domínio próprio. Um dos impedimentos habituais ao desenvolvimento de um site é a ideia de que pagar servidor e domínio sai caro e que criar um site de raiz é uma coisa caríssima, difícil e invariavelmente feita à medida. Pois bem, nada disto é verdade e já expliquei antes o que acontece realmente. Com 50 euros por ano conseguem safar-se muito bem, isso é garantido.
Portugal é um país de bandas de garagem. A maioria das que por aí andam a tocar em concertos e festas mais ou menos underground não tem nem está perto de ter um contrato de edição. As que estão, muitas vezes, estão-no porque aceitaram condições muito desvantajosas e potencialmente prejudiciais por parte da editora. Num mercado complicado como o português, não há muitas opções disponíveis e muitos deixam-se levar por caminhos mais ou menos manhosos. Às vezes ninguém diria… mas conseguir um contrato de edição é difícil.
Não basta fazer boa música. E é preciso sorte… mas ficar à espera dela é pouco produtivo (ou potencialmente nada produtivo). O caminho a seguir é a auto-promoção.
Assim, nos próximos tempos, vou pôr aqui algumas dicas sobre as melhores opções para uma boa auto-promoção.
A compilação cheia de estrelas da pop/rock independente já está na rua. São 31 canções, umas melhores que outras, mas todas com um objectivo bastante nobre: angariar dinheiro e chamar a atenção para o problema da Sida. Uns fazem-no com celebridades, outros com imagens chocantes. A Red Hot fá-lo através da cultura popular.
Os Depeche Mode vão lançar um novo álbum em Abril. Sounds of the Universe deverá ser mais da mesma fusão pop/rock/electrónica alimentada a religião, amor e sabe-se lá mais o quê típica do trio britânico.
As notícias sobre o novo disco não param de sair: datas, capa, alinhamento e mais a tralha habitual. Há, no entanto, uma notícia um tanto ou quanto diferente, já que envolve uma nova brincadeira com o iTunes e dinheiro a sair dos bolsos dos interessados.
Long story short, a Apple faz agora com os Depeche Mode o mesmo que já fazia com uma série de programas de televisão: vende um passe que dá aos fãs da banda acesso a músicas e vídeos exclusivos, remisturas, o novo álbum… e tudo a cair automaticamente na biblioteca do iTunes. Enfim, serão 15 semanas de expectativa para os fãs… e 19 euros de confiança depositada na Apple e na banda. Negócio interessante mas a modos que manhoso.
De resto, até me interessa mais a música e o vídeo de “Wrong”, o primeiro single do novo longa-duração. A canção parece-me usar alguns dos melhores argumentos de Songs of Faith and Devotion misturados com a sujidade de alguns dos melhores temas de Ultra. Ou seja, “Wrong” é motivo mais do que suficiente para ficarmos todos na expectativa de um grande álbum.
Como se isto não bastasse, o vídeo realizado por Patrick Daughters é absolutamente fantástico. Mesmo. Ora vejam lá.
O tempo que esta banda demorou a chegar-me aos ouvidos é um crime. Foi tarde – há dois ou três meses – que Missiles tocou pela primeira vez para estes lados. Com letras cínicas e melodias pop a duas vozes, os The Dears têm na voz de Murray Lightburn – o marido – um instrumento polivalente que tanto chuta cá para fora uma forte textura à la Alan Sparhawk, vocalista dos Low, como se aventura mais que competentemente em falsetes oportunistas. A de Natalia Yanchak – a mulher – é bem menos vistosa mas não é coisa para deixar ninguém envergonhado.
A modernidade chegou a Benfica, mais especificamente a uma espécie de loja ali no 12D da Rua Reinaldo dos Santos, perto do Fonte Nova. A Universal Music Portugal está no Twitter a fazer o que se esperaria – despeja links numa tentativa de desenvolver o seu próprio PR Newswire ou de ser coole modernaça (ali como o Ronaldinho). E é, como seria de esperar, uma tentativa frustrada. Porquê?