Afinal, acabei por não vos manter a par das minhas compras durante as férias em Londres. Ainda assim, fiquem a saber que cedi ao estratagema da EMI e comprei as reedições especiais de Pablo Honey, The Bendse OK Computer, os três primeiros álbuns dos Radiohead.
Lojas de música em Londres
Ainda só entrei numa… mas isto promete. I’ll keep you posted.
Operação Londres: os Coldplay
Bem sei que gostar dos Coldplay já esteve mais na moda do que actualmente mas tanto faz. Esqueço por momentos que foram eles que lançaram X&Y e a coisa nem fica assim tão má. E o último álbum não é nenhum A Rush of Blood to the Head mas também não é mau de todo.
Estou quase quase a partir para Londres e Londres é a cidade dos Coldplay. Os perversos Coldplay de “Fix You”, esse filme de terror disfarçado de música (não é um elogio). Mas também os inocentes Coldplay de “Yellow”, um dos primeiros singles de Parachutes.
A EMI tem um blog na Austrália…
… e até que não é mau de todo.
In Sound From Way Out é o primeiro blog de uma das grandes editora discográfica. Sim, leram bem.
O blog tem pinta e não se fica pela conversa marqueteira sobre os artistas da EMI. Vemos álbuns de fotografias, a demo mais estranha de sempre, posts com referências a artistas de outras editoras (o crime!!!) e por aí fora. Vemos um blog normal, portanto. E isso é bom.
Não espero é ver por ali conversa séria sobre o caminho da indústria. Parece ser claramente um blog de entretenimento, pelo que também isso é normal.
Além de ser o primeiro blog de uma major, In Sound From Way Out não constitui grande novidade. Claro que estamos em 2009 e o facto de uma empresa como a EMI estar agora a dar os primeiros passos na área é um pouco assustador.
Ainda assim… haja esperança.
It’s Blitz! e pronto

Não tenho muito a dizer sobre o novo dos Yeah Yeah Yeahs, confesso. Ao vivo,
Karen O e companhia são uma banda de topo. Em álbum, acabam por, na generalidade, me passar ao lado. Claro que há excepções e tal… mas apenas servem para confirmar a regra. E a regra na minha relação com os Yeah Yeah Yeahs de Fever to Tell e de Show Your Bones é a convivência cordial.
O momento alto dos Rogue Wave
Não fosse o refrão, esta música era quase perfeita. Ainda assim, tem direito a destaque tão simplesmente porque me chega sempre aos ouvidos de forma fresca, matinal e primaveril. E, nos tempos que correm, um gajo agarra-se a tudo.
“Eyes” é uma canção ingrata. Os Rogue Wave têm três álbuns de originais e a música mais conhecida deles não está em nenhum deles. De onde quer que a ouçamos, “Eyes” é invariavelmente lo-fi (sim, o que vão ouvir tem pouca qualidade… mas é mesmo assim) e quase parece saída de um dos primeiros álbuns dos The Shins, o que pode ser bom ou mau, dependendo se gostam dos The Shins ou não.
De qualquer forma, “Eyes” é gira. Não conheço muito bem a música dos Rogue Wave mas nenhuma das canções que ouvi até agora chega ao mesmo patamar. Simples, definitivamente simples, mas eficaz.
Sem contrato? A alternativa Facebook

Este post faz parte da série Sem contrato? As alternativas para uma boa auto-promoção.
Já sabemos que o website é obrigatório. Isso não quer dizer que se possa dispensar outros sítios, até porque quanto mais intensa for a presença, mais facilmente a banda conseguirá chamar a atenção. Pelo menos em teoria.
Rapaz honesto
Perdoem-me mas tenho mesmo que colocar este vídeo aqui. O motivo é simples: “Things The Grandchildren Should Know” dominou a minha semana. A letra perseguiu-me e a melodia também não descolou.
A canção em si é repetitiva – estou certo que nenhum de nós se importa com isso – mas é bonita, do mais bonito que Mark Everett deu aos Eels. Em certo sentido, faz lembrar Bob Dylan: a música é quase só uma base para as palavras. A diferença? O Dylan sempre mentiu mais que sei lá o quê. Já Everett parece mais honesto aqui do que em qualquer outra música.
Featured Artists Coalition: dinheiro e controlo
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Nasceu a Featured Artists Coalition, um grupo de pressão constituído por alguns músicos britânicos de renome cujo objectivo é, em linhas gerais, combater a injustiça na distribuição das receitas da venda e do licenciamento de música (sobretudo no ambiente digital) bem como o actual modus operandi da indústria no que diz respeito ao copyright.
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Operação Londres: os Blur
É relativamente oficial: vou a Londres em Abril. É uma cidade que quero visitar há muito tempo e a oportunidade surgiu agora, pelo que não há grande volta a dar. Entre outras coisas, conseguir assistir a um concerto daqueles difíceis de apanhar em Portugal era simpático… mas até agora só deu para ver que Bat For Lashes estará por Londres durante um fim-de-semana em que planeio ir à Escócia. Se souberem de outras oportunidades, agradeço que me digam qualquer coisa!
Entretanto, pareceu-me fazer sentido prestar a devida reverência à cidade por aqui. E aqui ouve-se música, certo?
A escolha natural: Blur… porque quando penso na Londres musical, são eles o meu top of mind. “The Universal” porque sim.
Última hora: AFP culpa pirataria digital pela quebra no sector
Notícia de última hora encontrada algures na Lusa:
A pirataria digital é a principal responsável pela quebra das vendas de música em 2008 em Portugal, disse à Lusa o director da Associação Fonográfica Portuguesa (AFP), sublinhando que “está tudo ainda por fazer” para a combater.
Há muito que Eduardo Simões tem o disco riscado (pun intended). Lá para o meio ainda põe a crise económica como um factor adicional… mas o resto da peça é toda sobre como já não há respeito pelo direito de autor e o poder legislativo não faz nada.
A música portuguesa mostra vitalidade, diz Eduardo Simões, como se isso da vitalidade se medisse pelos discos vendidos. Está completamente noutra, o director da AFP. Ninguém esperava o contrário… mas é uma pena.