Isis

Não é uma banda que ouça frequentemente… mas é certamente uma a que volto de vez em quando.

Os Isis representam tudo o que há de bom no encontro entre o metal e o pós-rock. Às vezes penso que a voz podia ser outra… mas pronto, não se pode ter tudo. “In Fiction” foi a primeira música que ouvi dos Isis. Entretanto, já andei por outros álbuns deles, dos mais leves (hã?) aos mais pesados. Entre os crescendos pós-rock e os apoteóticos momentos de doom metal (foi a ouvir Isis que me disseram que eu gostava oficialmente de doom metal), escolham vocês.

“In Fiction” é um dos momentos calmos de Panopticon, o álbum que a banda lançou em 2004.

Entrevista com Pedro Vindeirinho da Rastilho – parte 1

Há já alguns meses que andava a pensar nisto… porque nos falta, muitas vezes, a perspectiva de quem vive o negócio da música de forma mais próxima. O Pedro Vindeirinho criou a Rastilho em 1996 e acrescentou-lhe a edição de discos em 1999. A Rastilho Records é uma editora independente de Leiria que já lançou discos de Dapunksportif, Linda Martini, peixe : avião e If Lucy Fell, entre muitos outros. O Pedro aceitou responder a umas quantas perguntas por e-mail. Publico esta entrevista em duas partes: a primeira hoje, a segunda na quarta-feira.

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Mogwai temem satanás mas faltou ali qualquer coisa

Está provado que, com a excepção de “Batcat”, o mais recente dos Mogwai não vai deixar grandes marcas. Ao vivo, as músicas de The Hawk is Howling são aborrecidas – como no álbum, de resto. Não é que sejam genuinamente más. Só não são é realmente boas, coisa que se espera dos Mogwai com alguma legitimidade.

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Pensamentos musicais

A maior parte do jornalismo de música rock é feito de pessoas que não sabem escrever, entrevistando pessoas que não conseguem falar, para pessoas que não sabem ler.

Frank Zappa

Descobri um site no Music Think Tank há uns dias e estou maravilhado. Não é que seja a invenção da roda nem nada do género; é até muito simples.

MusicThoughts é um site de pensamentos sobre música, mais nada. Podemos pesquisar por autor e categoria ou esperar pela inspiração que um pensamento ao acaso pode trazer. Também podem acrescentar algo novo, se preferirem. E é só.

Disponível em dez línguas, entre as quais a Portuguesa, este site é, na pior das hipóteses, um divertido time waster.

O segredo, mas não o bestseller

Os Dogma são uma banda do Porto que eu desconhecia até há muito pouco tempo. Ora bem, se eles já andam pela Antena 3 e até pela infame e interminável telenovela Morangos com Açúcar, é possível que não vos vá dar grandes novidades. Ainda assim, sinto-me na obrigação de vos dizer – porque o projecto é interessante – que podem fazer o download do EP O Segredo no site deles e que é de graça.

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Do rock stars need social media? – parte 2

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Esqueçam a publicidade online à moda antiga. Os banners foram à vida; ninguém quer saber deles, por mais intrusivos e giros que sejam. Sim, se os estão a pôr na janela do Windows Live Messenger, ninguém quer saber, por mais tempo que todos passem a olhar para os vossos anúncios contra a própria vontade. Por isso, se por presença na Web entendem publicidade online, estão – como hei-de dizer? – errados. A presença online é uma espécie de meet and greet constante – só que sem todo aquele desconforto (pelo menos passado algum tempo). É estar frente a frente, conversar, ser uma pessoa normal. Bem sei – por experiência própria, como é óbvio – que o estrelato nos afasta das nossas raízes… mas também pode ser a desculpa perfeita para nos fazer regressar.

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