Alimentar um monstro chamado E

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Lembram-se daquela compilação dos Eels de que falei aqui há pouco mais de uma semana? A minha opinião francamente positiva acerca do disco mantém-se e tenho vindo a ganhar algum fascínio pela banda, que é como quem diz pelo seu único membro digno desse nome: Mark Oliver Everett ou E. Vou definitivamente começar a explorar os álbuns de originais e afins, onde não podemos encontrar pérolas como “Get Ur Freak On” ou “Climbing To The Moon” em versão remisturada por Jon Brion.

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Marketing de bolso

Marketeer de Julho traz um artigo onde é feito um ponto de situação sobre a indústria da música. O autor é Sérgio Gonçalves, CMO e sócio internacional da Central Musical. O texto, esse, é um perda de tempo.

Lugares comuns, auto-promoção, erros incompreensíveis e conversa da treta é o que vão encontrar se puserem os olhos neste artigo. Ficarão a saber, entre outras coisas, que o DRM “está a ser abandonado em favor do MP3″ (hã?), que a Central Musical é “um canal inovador para a promoção, através da internet, de artistas, salas de espectáculo, editoras, marcas e consumidores de música” (está bem), que o merchandising é muito bom para os artistas e que os concertos nos sites são a melhor invenção desde a roda.

Curiosamente, nunca tinha ouvido falar da Central Musical. Belo marketing.

eMusic é mau para os artistas mas pode ser que mude

Bruce Houghton escreveu dois artigos muito interessantes sobre o eMusic, a mais conhecida das lojas de música digital que disponibilizam serviços de subscrição mensal. O autor do Hypebot falou um pouco sobre o seu problema com o eMusic, dizendo que a estrutura de preços desta loja prejudica os artistas e colocando alguns números em discussão. Comparado com o iTunes, por exemplo, o eMusic apresenta uma estrutura muito mais benéfica para si do que para os artistas e as editoras.

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Editar em nome próprio: moda ou solução?

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A auto-edição está na moda. O Nuno Galopim chama a atenção para este facto a propósito da notícia de que os Shins estão a preparar-se para editar o seu próximo álbum pela Aural Apothecary, editora do vocalista James Mercer. A Sub Pop, que lançou todos os discos da banda até agora, poderá ficar encarregue da distribuição.

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Ao quinto álbum, descansaram

Sigur Rós - Með Suð í Eyrum Við Spilum Endalaust

A minha relação com os Sigur Rós é estranha. Começou tarde e a más horas, já depois de ( ) andar pelas bocas do mundo, mas só quando Takk… apareceu é que eles me agarraram completamente. As melodias e forma como eram postas em prática viciaram-me de tal forma que há, ainda hoje, muito poucos discos que considere superiores a este. De qualquer forma, só depois é que comecei a explorar convenientemente os álbuns anteriores e o conceptual ( )começou a ganhar força. Aquelas músicas feitas de crescendos extenuantes eram arrebatadoras e, por esta altura, já eu estava conquistado. O aclamado Ágætis Byrjun, segundo álbum da banda (o primeiro foi Von, lançado em 1997), curiosamente, foi o último que me chegou convenientemente aos ouvidos… e acho que nunca chegou ao nível dos outros. Depois vieram os concertos no Coliseu de Lisboa e no Pavilhão Atlântico e a coisa acalmou.

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EMI ganha acesso ao arquivo da BBC

A EMI assinou recentemente um acordo com a BBC que lhe vai permitir aceder ao extenso arquivo áudio e vídeo da televisão e rádio pública britânica com o objectivo de editar algumas actuações de artistas do seu catálogo. Este acordo permitirá lançar comercialmente algumas obras raras nos formatos habituais (CD, DVD e digital); em troca, a BBC fica com a possibilidade de usar e difundir actuações dos artistas da EMI a nível nacional e internacional com fins comerciais.

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Pelo menos, bater o pé

The Ting Tings

Apesar de já andarem por aí desde 2006, os ingleses The Ting Tingslançaram o seu primeiro álbum apenas há um mês. We Started Nothingestreou-se no primeiro lugar do top de vendas do Reino Unido. Aconteceu o mesmo com o excelente single “That’s Not My Name”, que me foi apresentado há uns dias e provocou boa impressão imediata.

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5 mil milhões de downloads do iTunes e eu ainda gosto do CD

Parece que o iTunes ultrapassou a barreira dos 5 mil milhões de downloads. Isto significa que, entre 2003 e 2008, a média é de mil milhões de downloads por ano, um número significativo e que tem tendência a aumentar. A estratégia iPod + iTunes da Apple possibilitou que a loja digital passasse rapidamente de uma novidadezinha a um negócio importantíssimo num mercado que continua a encolher.

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