Uma agulha num palheiro

São músicas como esta que fazem valer a pena as horas e horas de música boazinha que ouço. Desta feita, não a encontrei; veio parar-me às mãos. “Untitled 2″, dos Broken Social Scene, não está presente em nenhum álbum da banda nem no único de Kevin Drew, lançado o ano passado. Mas foi apresentada ao vivo numa sessão de inéditos que a banda realizou na MTV.

Conta-me coisas, Feist

Feist

Os bilhetes estão esgotados há já algum tempo e percebe-se porquê. O bom gosto enche salas de espectáculo em todo o mundo. Porque é que a Aula Magna havia de ser diferente? Hoje, às 21 horas, Feist dá-nos motivos mais do que suficientes para ficarmos calados durante duas horas.

Majors têm de encolher

Bob Dylan box

Hoje em dia, a música – legal ou ilegalmente – está facilmente acessível com duas grandes vantagens para os que a ouvem: mais depressa e de graça (pelo menos a maior parte das vezes). Desvantagens? Só mesmo para a indústria, ou seja, os que ficam com o dinheiro que pagamos pelo disco. Sinceramente, abstenho-me de tomar partido neste assunto: não me junto aos coitadinhas das editoras nem aos libertadores da música livre. Há um modelo de negócio obsoleto outrora muito lucrativo que alguns resistentes tentam manter a todo o custo (leia-se: nos tribunais); por outro lado, já estamos todos habituados ao Mininova, ao Pirate Bay e aos velhinhos eMule e Soulseek… e não há volta a dar.

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Arts & Crafts: demasiado boa para ignorar

O que têm em comum Broken Social SceneFeistConstantinesStarsLos Campesinos! e Apostle of Hustle? Simples, a editora.

Arts & Crafts é, muito provavelmente, a minha editora preferida. Não editam muita coisa (uma visita à lista de lançamentos mostra seis discos editados até agora em 2008, metade dos quais singles ou EPs), mas editam bem.

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Prince, o rei do copyright

Prince

Prince é a contradição em pessoa. Tão depressa utiliza métodos inovadores de distribuição de música como a seguir ameaça processar o YouTube e o eBay, como fez há uns tempos, por violação de copyright. É nesse sentido que tem pedido ao YouTube para bloquear todos os vídeos de actuações suas e afins. Mas o que ele muito provavelmente não pode fazer é exigir o bloqueio de vídeos de músicas relativamente às quais não goza de quaisquer direitos legais. E isso impede-o? Ora essa, claro que não.

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Sigur Rós regressam do frio

Sigur Rós

Os Sigur Rós vão lançar um novo álbum a 23 de Junho. Impronunciável, o título é Með Suð Í Eyrum Við Spilum Endalaust e o primeiro single já aí anda há uns dias. “Gobbledigook” está disponível em áudio e vídeo para download no site da banda e, à primeira audição, parece-me ser muito diferente do que os Sigur Rós têm feito. Ainda não sei se gosto do caminho (bem, ainda nem sequer sei se é realmente este o caminho)… mas admito que me deixa curioso relativamente ao álbum. Mais animada, a música parece respeitar, ainda assim, o espírito de Takk…, o álbum anterior da banda islandesa.

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Cat Power: boa mulher no Coliseu

Cat Power

Esperei dois meses por este concerto. Comprei bilhete para um lugar central na primeira plateia, apesar de não ter ficado muito satisfeito com o concerto de Cat Power na Aula Magna, há um ano e meio atrás. Na altura, pareceu-me uma coisa muito pouco profissional e cheia de momentos parados. A Chan Marshall propriamente dita tinha sido o único elemento que tinha evitado o descalabro total daquele concerto. E é ela também que faz com que este texto possa parecer demasiado adjectivado.

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