Hoje este blog faz quatro anos.
Todos os anos é a mesma coisa. Reflicto um bocado sobre o estado das coisas, chego à conclusão de que está tudo na mesma, que me sinto confortável com isso e agradeço-vos por lerem o que escrevo. E mantenho tudo.
Música que não sai da cabeça
Hoje este blog faz quatro anos.
Todos os anos é a mesma coisa. Reflicto um bocado sobre o estado das coisas, chego à conclusão de que está tudo na mesma, que me sinto confortável com isso e agradeço-vos por lerem o que escrevo. E mantenho tudo.
Acho que o pós-rock nunca esteve na moda. Sim, os Mogwai tornaram a coisa consumível. Sim, há por aí muito boas bandas que fazem do pós-rock habitat natural. Mas alguma vez esteve na moda? Não.
Gosto de entrevistas. Não conseguirão ler muitas por aqui mas é mais por falta de iniciativa minha do que por outro motivo qualquer. Desta feita, a vítima foi o Alex Gamela, que de forma muito simpática aceitou o convite para responder a cinco perguntas. Para quem não o conhece, o Alexandre é um jornalista freelancer português muito conhecido na Web devido às suas reflexões sobre os media e sobre o papel da Internet e a sua relação com o jornalismo. Quanto à música, toca guitarra (razoavelmente, segundo o próprio… mas pronto, vale o que vale), colaborou com a Rocksound, esteve em várias bandas que nunca chegaram a ser conhecidas e ainda ajudou a organizar alguns concertos. De qualquer forma, e se quiserem conhecer melhor o contributo dele para a reflexão sobre os media, sigam-no no Twitter e visitem o blog dele. Para perceberem um bocadinho mais da forma como ele vê o mundo da música – em que se destaca uma atitude rock’n’roll e um aparente, mas natural, ódio aos Coldplay -, então venham daí.

Tenho a certeza de que já vos aconteceu estarem a ouvir uma canção e, a determinada altura, sentirem arrepios. Já vos aconteceu, certo?
Continuar a ler “Porque é que algumas músicas provocam arrepios?”

Ontem passei umas horinhas a visitar as capelinhas da música gravada em Lisboa, alimentando o sonho de uma tradição em construção. Comecei pela Louie Louie, no Chiado, ainda antes do almoço. Não tinha muita gente, talvez pela hora. Ao início da tarde, visitei a Carbono. Pouca gente também, desta feita com um incêndio a poucos metros e o respectivo cheiro a queimado a não ajudarem. Por fim, dei um salto à Flur, definitivamente a mais concorrida das três (mas também a mais pequena). Não cheguei a comprar nada na Flur (a variedade não é o forte deles, embora tenham muita coisa que mais ninguém tem… só que é em áreas mais específicas).

Quem me conhece já há muito perdeu a paciência para me ouvir falar de Sun Kil Moon, Red House Painters e/ou Mark Kozelek. Quem me conhece, aliás, já demonstra muito pouco interesse na música dele.
Quem não me conhece, não sabe nada disto mas, tendo em conta que escrevi um post sobre ele no final de 2010, outro passado uma semana (apropriadamente intitulado “O chato”) e depois passei o resto do ano a ouvir todos os discos e versões das músicas ao vivo… acho que consegue imaginar.

Os motivos variam muito mas acho que começo a acumular uma boa dose de concertos inesquecíveis. Umas vezes, é porque a música é impossivelmente boa. Outras, por questões de contexto. Há outras ainda que juntam as duas coisas. O concerto dos Low no Cine-Teatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira, no âmbito do Festival para Gente Sentada, foi uma dessas vezes.
Os dEUS passaram pela Aula Magna, em Lisboa, na noite passada e eu fui lá vê-los. Conhecendo (muito mal) apenas dois álbuns – The Ideal Crash, de 1999, e Pocket Revolution, de 2005 -, não sou de todo a pessoa mais adequada para avaliar o que quer que seja do concerto. Mas vou fazê-lo à mesma.
Continuar a ler “dEUS na Aula Magna – o ponto de vista de um ignorante”

Não me presto especialmente a gostar de canções por motivos externos às canções propriamente ditas, embora seja certamente influenciável por diversos factores, como o facto de conhecer e gostar ou não do artista ou da banda, por exemplo. Dito isto, o contrário já é mais fácil de acontecer. Não gostar de canções simplesmente por motivos externos… é o pão nosso de cada dia. Mas pronto, I’m only human.
O projecto de lei apresentado pelo Partido Socialista para a cópia privada esta semana na Assembleia da República é confrangedor e embaraçoso. E é apenas um dos muitos exemplos de que, em Portugal, se legisla como a Alexandra Solnado diz que escreve livros: com as ideias de outros. No caso da Alexandra Solnado, parece que é deus; no caso da legislação, quer parecer-me que são os grupos de interesse.

Uma das minhas formas favoritas de descobrir boa música é por editora. Primeiro, porque é fácil. Quando uma editora pequena lança meia dúzia de discos por ano e gostamos de uma ou duas bandas do catálogo, a probabilidade de gostarmos do resto é relativamente elevada. E é parvo ignorarmos isso e depois andarmos aí ao deus dará a ouvir sabe-se lá o quê.
Continuar a ler “Desertshore – é bom estar a par das novidades”