Descobrir sem querer: The R.G.Morrison

The R.G.Morrison - Learning About Loathing

Antes de mais nada, uma pouco de contexto.

Assisti, em Guimarães, a um dos melhores concertos do ano. Dois dias depois de ver os The National pela terceira vez em pouco mais de dois meses, fui completar a minha colecção de discos deles à Amazon. Comprei dois álbuns, dois EPs e dois singles. Um deles ainda está para chegar. O outro foi comprado no marketplace, que é onde se arranjam verdadeiras pechinchas por aqueles lados. Lit Up, o tal single, foi o primeiro a chegar-me às mãos. Mas vinha com uma surpresa.

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Dar valor ao álbum: sinergias

A indústria discográfica tem reservas quanto a determinado tipo de acordos que até poderiam ser boas opções. Uma das tendências que desapareceu, por exemplo, foi a do apoio activo à divulgação de concertos e digressões dos seus artistas. O facto de as editoras terem deixado de apoiar as promotoras de concertos nesta área foi uma espécie de demissão, de desresponsabilização. É certo que as editoras não ganhavam directamente pelo apoio que davam mas é óbvio que ganhavam alguma coisa.

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Esquecido

Ontem mostraram-me esta música. Aparentemente, faz parte da banda sonora do Vanilla Sky (a versão com o Tom Cruise e a Penélope Cruz). Não me recordo de a ouvir, o que é um crime. Quanto à banda, conheço pouco e gosto do que conheço. Aliás, é a única banda associada a um qualquer coisa-core (a Wikipédia utiliza o termo slowcore; o All Music fala em sadcore) de que gosto.

O vídeo é oficioso e interessa pouco para aqui. A música chama-se “Have You Forgotten” e é dos Red House Painters.

Contagem decrescente para o álbum dos peixe : avião

Já falei aqui dos peixe : avião, a banda de Braga cujo single “A Espera é um Arame” me conquistou à primeira audição há coisa de um mês. O segundo primeiro álbum (continuo sem ter ouvido o primeiro EP) está previsto para 15 de Setembro e eu vou fazendo a contagem decrescente ao som do single e de “Camaleão”, a outra música que a banda disponibilizou para audição no MySpace.

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Entrevista com Miguel Caetano, autor do Remixtures – parte 1

Há umas semanas, estava pelo Twitter e o Miguel Caetano colocou um ou dois posts sobre os seus álbuns favoritos de 2008. Achei curioso porque, no Remixtures, não costuma falar da música propriamente dita, mas de P2P, DRM e afins. Foi então que pensei numa entrevista com o Miguel que não envolvesse os temas habituais do Remixtures e ele aceitou. Este é o primeiro de dois posts com as respostas do Miguel às minhas perguntas. O segundo aparecerá por aqui lá para sexta-feira.

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Rock fresquinho

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Ouço falar dos The Stills há bastante tempo mas nunca ouvi um álbum deles. “Being Here” é o primeiro single de Oceans Will Rise, terceiro álbum da banda que está aí quase a sair, e não me incomoda muito. Agrada-me, até. Reparem que estou a arriscar… porque estou a sugerir-vos uma música que pode muito bem ser a única minimamente boa de toda uma carreira estéril e sem graça. Ainda assim, o rock para levar com vento na cara dos The Stills quase pede comparações perigosas a grandes monstros do pop/rock actual (U2? Coldplay? Ai Jesus!). É como digo: estou a arriscar. Só não estou a colocar a cabeça toda no cepo porque este disco vem com o selo da Arts & Crafts.

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Spiritualized: só agora é que me dei ao trabalho

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Spiritualized. O último álbum saiu em Maio deste ano e eu, feito parvo, só agora é que eu pego nele. Podia utilizar o facto de ter ouvido apenas parte de uma música no concerto que eles deram no Alive, mas não seria justo. Acho que foi mais preguiça do que outra coisa. Não volta a acontecer, prometo. Songs in A&E é um grande álbum e só não é mais do que isso porque tem seis interlúdios que o deixam em cacos na parte final.

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Revisitar

Há coisas em que não devemos ser excepção. Gostar de Liars é definitivamente uma delas. Seja pelo som mais directo de They Threw Us All in a Trench and Stuck a Monument on Top, o álbum de estreia, ou pelo experimentalismo de Drum’s Not Dead, ser do contra neste caso específico é muito pouco recomendável.

Eu tenho andado um pouco alheado deles nos últimos tempos, pelo menos desde que os encontrei em Barcelona. Quero ver se os revisito nos próximos dias.

E não há – acreditem – melhor música para reentrar no barco dos Liars do que “The Other Side of Mt. Heart Attack”, aqui numa versão ligeiramente mais consumível que a do álbum.