3 coisas em que as editoras não devem gastar dinheiro

As editoras têm vindo a perder receitas ao longo da última década. Uma das muitas razões para que isto aconteça é tão simplesmente o que fazem ao dinheiro. A adaptação das editoras ao mercado tem sido muito difícil mas parece que as coisas começam a estabilizar (que é como quem diz “estão a perder menos dinheiro”). No entanto, ainda há muito dinheiro mal gasto.

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A experiência [inserir nome da banda]

Há poucas editoras e artistas a pensar na experiência.

Reparem no seguinte cenário:

Na compra de uma edição limitada do último álbum da banda X e de uma t-shirt na loja oficial da banda, o comprador garante, após registo no site, o acesso a um evento restrito em que os elementos da banda falarão do novo álbum, responderão a perguntas da audiência e darão alguns autógrafos.

É uma ideia muito simples de um evento relativamente informal que envolve a banda, a editora, a criação de alguns mecanismos que possibilitem o bom funcionamento da iniciativa e, possivelmente, uma empresa de organização de eventos e uma produtora audiovisual (porque o site, a newsletter, o YouTube e as estações de TV também ajudam a difundir algumas coisas). Existem certamente outras hipóteses que envolvem mais entidades, maior originalidade e melhores resultados para todos, mas esta é só uma espécie de meet and greet com mais conteúdo, maior duração e interesse. A imaginação é o limite.

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Modernices

Mesmo que a música não fosse boa – e olhem que é -, creio que um único verso desta música dos Los Campesinos! bastaria para me conquistar:

I’ll be ctrl-alt-deleting your face with no reservation

Fiquem com o vídeo de “Death to Los Campesinos!”.

Já vem tarde

Ane Brun

Ane Brun já não é propriamente uma miúda. Não que seja muito velha – e não é, já que tem apenas 32 anos – mas porque já anda nestas coisas da música há uns anos valentes. Segundo a Wikipédia, só aprendeu a tocar guitarra aos 21 anos (começou tarde para o que é habitual) mas uns dois ou três anos depois já andava por Espanha a actuar na rua (tendo em conta que ela é norueguesa, é um facto relevante). Entretanto, lançou uns quantos álbuns, singles e EPs que me passaram completamente ao lado – não como em “não gostei” mas como em “não olhei para eles e dificilmente ouvi falar dela”.

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Como fazer uma mixtape 1 – destinatário

Mixtape

Este artigo faz parte da série Como fazer uma mixtape.

Há pelo menos um aspecto que antecede o momento em que decidem fazer uma mixtape: o destinatário. A este nível, há sobretudo duas hipóteses: estão a fazê-la para vocês ou para outra pessoa. Eu sei que há sempre a possibilidade de o estarem a fazer para uma viagem de amigos ou algo do género… mas vamos considerar colocar todas as coisas deste género na segunda hipótese, está bem?

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Como fazer uma mixtape – introdução

Mixtape

Desde miúdo que acho piada ao conceito de mixtape, à ideia de escolher um determinado número de canções e gravá-las com uma determinada ordem numa cassete (versão early 90′s), em CD (entretanto) ou simplesmente numa playlist (muito pós-2002). Obviamente, a cassete trouxe o termo “mixtape” e nós adoptámo-lo. Actualmente, divido-me entre o CD (quando a mixtape tem um destinatário) e a playlist (quando me apetece estar entretido com qualquer coisa). Em miúdo, tinha mau gosto… portanto vamos esquecer essa parte.

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Efeitos retroactivos

The New Pornographers

Estou a preparar uma visita ao catálogo completo de uma das minhas bandas favoritas do momento: The New Pornographers. Estou há mais de um ano a absorver (muito lentamente) a música deles. Não que tenham um som minimamente difícil. Foi porque não pegaram de estaca mas foram ficando por cá. Comecei por Challengers, o mais recente (de 2007), e tenho vindo a prestar mais atenção ao resto gradualmente.

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Dar valor ao álbum: divulgação

A forma como as bandas divulgam o seu trabalho tende a influenciar a forma como as pessoas o recebem. Como é óbvio, a principal diferença é entre divulgar e não divulgar, práticas que resultam de forma naturalmente diferente. No entanto, mesmo quando há divulgação, as disparidades são visíveis entre casos aparentemente semelhantes.

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Mobília stalker e música confortável

Beth_Orton-Comfort_Of_Strangers

Ouvi Comfort of Strangers muitas vezes em 2006. Até então, nunca tinha ouvido falar da Beth Orton senão pela newsletter da Astralwerksmas acabei por experimentar. Apesar de tentar espalhar a palavra, é certo que não cheguei a conhecer ninguém que gostasse tanto deste álbum como eu: é que, para mim, foi mesmo dos melhores de 2006.

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