Sky Blue Sky foi o único álbum dos Wilco que ouvi no momento certo. Não me recordo se foi a primeira vez que o ouvi mas sei que foi definitivamente a mais consciente de todas. Foi no ano passado, num sábado solarengo de Maio, creio que apenas uns dias depois de ter sido lançado.
Pessoas à porrada
Motivos que explicam o facto de não odiar as editoras
Eu não odeio a indústria discográfica porque acho que foram responsáveis por me trazer a grande maioria da música que ouço.
As majors tendem a ser um pouco diabolizadas – e com alguma razão – por terem um historial de desrespeito por grande parte dos artistas que editam e pelos consumidores mas até não fizeram um trabalho assim tão mau nos últimos 50 ou 60 anos. O problema da mistura entre negócios e arte é que só muito dificilmente são compatíveis. É que uma empresa quer lucro; o artista pode querer uma série de outras coisas… mas, geralmente, deseja sobretudo produzir e divulgar o que fez. Claro que há os que querem sobretudo dinheiro e reconhecimento… mas esses raramente são artistas.
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Dar valor ao álbum: embalagem
Nos últimos anos, as editoras discográficas têm apostado na criação de embalagens mais apelativas. O artwork e o material das caixas em que o disco é vendido são dois aspectos muito importantes na equação do produto final. Pessoalmente, gosto muito desta ideia. Como tendo a comprar muitos discos, prefiro as edições especiais. No entanto, este embelezamento do produto não tem grandes efeitos sobre a maioria das pessoas, que só quer ouvir a música. É por isso que acho, como já disse, que o CD tende a transformar-se cada vez mais num produto de nicho.
A parte de cima do baú
No já longínquo ano de 2007, os Blonde Redhead lançaram um disco, 23, que foi recebido com simpatia pela maior parte da crítica e do público. Nunca com grande entusiasmo; apenas uma espécie de “isto é bonzinho, sim senhor”.
A música de abertura, também ela intitulado “23″, foi a que mais se destacou na altura. Passei há pouco por ela e pensei “porque não?”. Estejam à vontade.
The National em Guimarães: lucky me
Foi uma decisão de última hora mas fui a Guimarães na sexta-feira para ver os The National. Sim, já os tinha visto na Aula Magna com óptimos resultados e no Alive de forma menos espectacular mas quis aproveitar para os ver ao vivo mais uma vez, ao ar livre e à noite.
Portugal é um país de contrastes – peixe : avião
De tempos a tempos, há uma ou outra banda portuguesa que me cai no goto. Em 2003, foram os Blind Zero com o (se bem me recordo) perturbante A Way To Bleed Your Lover; em 2005, foram os Linda Martini com a sua promo digital e com “Amor Combate”. 2008 promete ser o ano dos peixe : avião (sim, assim com minúsculas).
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É Topspin mas lê-se hype
Sou um céptico e acho que isso me traz vantagens. Sobretudo se tivermos em conta que, profissionalmente, uma parte importante do que faço envolve estar atento aos novos projectos que vão aparecendo (numa base diária, diga-se) na área dos media sociais e da Web 2.0 (aquelas coisas todas com os nomes esquisitos e poucas vogais). O cepticismo não me deixa entrar em ondas por cada serviço novo que aparece por aí, o que me permite filtrar melhor as novidades, parece-me.
Novo CEO da EMI: confie no rosa, esqueça as nódoas
A EMI anunciou hoje o nome do seu novo CEO. Elio Leoni-Sceti, de 42 anos, era, até há pouco tempo, vice-presidente executivo da Reckitt Benckiser para a Europa. Não faz muito sentido, pois não? Num momento, contribuímos para o crescimento de produtos como Air Wick ou o fascinante Vanish (”confie no rosa, esqueça as nódoas”, pá!); no outro, estamos no cargo executivo mais elevado de um dos principais grupos internacionais na área da música.
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Alimentar um monstro chamado E
Lembram-se daquela compilação dos Eels de que falei aqui há pouco mais de uma semana? A minha opinião francamente positiva acerca do disco mantém-se e tenho vindo a ganhar algum fascínio pela banda, que é como quem diz pelo seu único membro digno desse nome: Mark Oliver Everett ou E. Vou definitivamente começar a explorar os álbuns de originais e afins, onde não podemos encontrar pérolas como “Get Ur Freak On” ou “Climbing To The Moon” em versão remisturada por Jon Brion.
Marketing de bolso
A Marketeer de Julho traz um artigo onde é feito um ponto de situação sobre a indústria da música. O autor é Sérgio Gonçalves, CMO e sócio internacional da Central Musical. O texto, esse, é um perda de tempo.
Lugares comuns, auto-promoção, erros incompreensíveis e conversa da treta é o que vão encontrar se puserem os olhos neste artigo. Ficarão a saber, entre outras coisas, que o DRM “está a ser abandonado em favor do MP3″ (hã?), que a Central Musical é “um canal inovador para a promoção, através da internet, de artistas, salas de espectáculo, editoras, marcas e consumidores de música” (está bem), que o merchandising é muito bom para os artistas e que os concertos nos sites são a melhor invenção desde a roda.
Curiosamente, nunca tinha ouvido falar da Central Musical. Belo marketing.