Não se ama alguém que não ouve a mesma canção: 5 motivos musicais para fugir de uma relação

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Este artigo foi publicado originalmente no Strobe.

Não é todos os dias que nos podemos dar ao luxo de citar uma canção de Rui Veloso. Sobretudo tendo em conta que não estou roendo uma laranja na falésia mas sim a escrever isto aqui, no lugar de… não consigo. Estou em casa, pronto.

Mas acho que a citação se justifica. O Carlos Tê tinha alguma razão quando escreveu aquilo para o Rui Veloso cantar, ainda que me pareça um tanto ou quanto fundamentalista pôr as coisas de forma tão taxativa. Por mais espetaculares que sejam, há pessoas de que simplesmente não podemos gostar porque, sejamos sinceros, ouvem música de merda.

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Coisas velhas: “Jackie Wilson Said (I’m In Heaven When You Smile)”

Há canções de que não consigo cansar-me, por mais que teste os meus limites. “Jackie Wilson Said (I’m In Heaven When You Smile)” é uma delas.

É o tema de abertura de Saint Dominic’s Preview, de 1972, o sexto álbum de originais de Van Morrison. Longe de ser um sucesso comercial ou junto da crítica, o álbum não é o mais coeso da carreira de Van the Man. Mas que interessa isso, afinal?

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Playlists temáticas, rádio e afins

Há uns tempos, vi no Spotify uma playlist com canções para ouvir durante o pôr do sol. E imediatamente a seguir a ter pensado “olha que boa ideia!”, vi que havia mais de 30 mil pessoas a seguir essa playlist, o que me levou a outro pensamento: “porquê?”. Não tenho uma resposta satisfatória mas, pelo menos, acho que sei porque é que não a tenho.

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É o que é: 6 canções sobre resignação

Enquanto fã de música deprimente, não há sentimento no mundo que goste mais de ver retratado numa canção do que a resignação.

Há algo de encantador na maneira como se manifesta, às vezes absolutamente transparente, outras quase disfarçada de otimismo. E é intrigante ver quem quer que seja a mostrar-se resignado porque a resignação é uma forma de adaptação ao contexto muito difícil de explicar. O que é que leva alguém a anular-se ao ponto em que não há outro caminho que não o da resignação?

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Descobrir música por acaso

ESmith

No que a descobrir música diz respeito, tenho algumas técnicas mais ou menos bem definidas. Entre as várias ferramentas de descoberta que o Spotify disponibiliza, os artistas recomendados do Last.fm, as notícias e críticas dos principais sites de música e as recomendações feitas por amigos, acho que tenho uma rede bastante bem montada. Aliás, parece-me seguro dizer que só não conheço mais música porque sou um tanto ou quanto preguiçoso e tendo a tornar os meus artistas e bandas preferidos em objetos de obsessão.

Há, no entanto, uma ferramenta de descoberta musical que normalmente não identifico enquanto tal: o acaso. Bem sei que chamar-lhe ferramenta pode ser abusivo, mas deixem-me explorar o tema.

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